Mais entusiasmado que o último da fila da merenda, com a sutileza de um rinoceronte e o vigor de uma múmia egípcia, Lula, aos 76 anos (parecendo ter uns dez anos a mais), demonstrou seus talentos dançantes na sala do apartamento do seu projeto de assecla, a sedizente cantora, Anita (aquela que usa a bunda, na falta do cérebro). Ele bem que tentou acompanhar o ritmo ampliado por um coro de celebridades desconhecidas, mas seu molejo parecia mais com o de um tanque alemão da primeira guerra.

Desde domingo até a última sexta, uma série constrangedora de vídeos foi postada em redes sociais com o pré-candidato à terceira temporada na cena do crime, como já diria seu pré-candidato a vice, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckimin. Já na última segunda-feira, o “Estadista” avisou que, caso seja eleito, irá transformar dramaticamente as relações exteriores. E arrematou: “Vou pedir pra vocês pra gente avisar pro Putin, avisar pro presidente da Ucrânia, avisar pro Biden, avisar pros presidentes dos países europeus: parem com essa guerra!”, bravateando, como sempre fez, para uma plateia amestrada.

Sem economizar nos berros, disse que o povo precisa de paz e em seguida, que o povo precisa também de emprego, salário, educação cultura e vida… Sim, de vida, porque morte o povo não quer. O “nobre orador” ainda acrescentou que toparia até retomar um vício nada recomendável, que jura ter abandonado há quase cinquenta anos. “A última vez em que bebi mesmo, foi quando o Brasil perdeu para a Holanda de 2 a 0 na Copa do Mundo de 1974”. Já hoje em dia, ele se dispõe a acabar com a guerra na Ucrânia com uma bebedeira de boteco.

“Por tudo que eu compreendo, que eu leio, e que eu escuto”, caprichando na vaidade e na ignorância, disparou: essa guerra seria resolvida aqui no Brasil numa mesa tomando cerveja. E seguiu adiante: “Se não na primeira cerveja, na segunda. Se não desse na segunda, na terceira. Se não desse na terceira, até acabá as garrafa a gente iria fazer um acordo de paz”. Depois de tantas canalhices em sua política externa ao longo de seus oito anos de “governo”, parece não ter aprendido nada. E agora inventa a diplomacia de botequim. Clamemos para que ele não insista em acabar com o conflito entre Israel e os palestinos, senão a cirrose não vai o perdoar.

Na terça-feira, junto a militantes da CUT, o grande estadista da esquerda tupiniquim impressionou com outra ousada inovação ao se dirigir a sua plateia amestrada: “Existe no Congresso uma maioria de uns 300 picaretas que defendem apenas seus próprios interesses”. Bom, disso ele entende. Enquanto esteve instalado no gabinete presidencial, dedicou-se à ampliação da bancada da bandidagem. Criou o mensalão, comprando o apoio de uma horda de congressistas e arrendou partidos inteiros com o dinheiro de empreiteiros envolvidos no roubo à Petrobrás.

Mas até o próprio Lula sabe que essas fórmulas caducaram e de nada adiantam manifestações aos arredores da Praça dos Três Poderes. Bem melhor hoje, segundo pregou, é a montagem de patrulhas, com umas cinquenta pessoas, cada, com o intuito de cercar as casas de cada parlamentar, pressionando seus familiares, sobretudo mulheres e filhos. Disse o “estadista”: “Cada deputado tem uma casa, a gente precisa incomodar os deputados, falar com eles, sabe… com as mulheres e filhos”. Nem o próprio pai da ideia absurda, se parlamentar fosse, estaria se sujeitando a esse assédio criminoso e antidemocrático (menos aos olhos do STF). Aliás, ele nunca teve casa ou apartamento. Tudo sempre pertenceu ou pertence a algum amigo dele.

Na quarta-feira, o encantador de jumentos decidiu substituir a filósofa Marilena Chauí à frente da guerra contra brasileiros que não são pobres, mas também não são ricos. “Nós temos uma classe média que ostenta um padrão de vida que em nenhum lugar do mundo a classe média ostenta”, disparou o pajé. “Na Europa, as pessoas são mais humildes. É uma pena que a gente num nasce e não tem uma aula ‘o que qui é necessário para sobrevivê’. Tem um limite que pode contentá qualquer ser humano. Eu quero uma casa, eu quero casá, eu quero ter um carro, eu quero uma televisão… Não precisa tê uma televisão em cada sala. Uma já tá boa”. Só esqueceu de tirar do pulso o relógio que custa mais de R$ 70.000,00.

E continuou flutuando na estratosfera: “na medida em que você não impõe limite você faz com que as pessoas, sabe… compre um barco de US$ 400 milhões e outro barco pra pousar o helicóptero.”. Um barco nesse valor é classe média? Claro que não. É mais que rico, é um bilionário. Se tivesse juízo, o que eu indubitavelmente acredito que ele não tenha, Lula deveria se açoitar, num autoflagelo. Mas ao invés disso, entrou de cabeça e barba no assunto do aborto, declarando-se favorável à medida, como questão de saúde da mulher pobre brasileira, que, segundo disse, não podem ir à Alemanha, tal qual fazem as madames, para abortar em clínicas modernas. No dia seguinte, após mais essa derrapada, reapareceu na internet para dizer que houve um mal-entendido. Agora ele é contra o aborto…

Nesse ritmo, não podemos duvidar que mais cedo ou mais tarde algum ministro do STF não demore a atribuir essa camaçada de absurdos a algum marqueteiro infiltrado por Jair Bolsonaro na cúpula de uma máfia que vê num criminoso sua única alternativa para retornar ao poder. Mas certamente os humanos com um mínimo de normalidade sabem que todo esse besteirol só pode sair da cabeça de um desorientado.

Por tudo que faz e diz, o ex-presidiário começa a ser visto como o adversário que todo candidato pediu a Deus. E esses vídeos que protagoniza, são um prato cheio a serem exibidos sem cortes no horário eleitoral pelo atual presidente, que concorre à reeleição. E pelo andar da carruagem, os partidários de Jair Bolsonaro vão gritar nas ruas e replicar no YouTube o que ninguém esperava: LULA, FALA MAIS, FALA!

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